Peru: Lima – Miraflores

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Esta postagem vai para Thaize Santos, que me pediu informações sobre o Peru.

Todas as vezes que desejo viajar para conferir uma atração específica, não deixo de pesquisar todo potencial da região. Procuro saber se há algum festejo típico, levanto informações sobre a história do país, recursos naturais, e um assunto vai levando ao outro. No final, tenho um conjunto de atrações e tento uni-las em único roteiro. Foi assim com Machu Pichu.
Sempre quis visitar Machu Pichu. E, num episódio do “1.000 Lugares para Conhecer Antes Morrer”, do Discovery Travel and Living, soube do Inti Raymi, festival em homenagem ao deus Sol, que acontece sempre no dia 24 de julho, no solstício de inverno do Hemisfério Sul. Pronto! O estopim para começar a desenhar meu roteiro. Menos de 1 mês depois, lá estava eu. Vem comigo!

A pesquisa para a viagem

Descobri que pela disponibilidade de vôos na época, não ia conseguir voar do Rio a Lima e tomar outro avião para Cuzco no mesmo dia. Já que vou parar em Lima, fico logo o dia da chegada e mais um para começar a explorar a cidade. Na volta de Cuzco, faria o mesmo. Hoje vejo que foi a melhor escolha, isso porque eu aprendi com o guia local sobre o que fazer para passar menos mal com a altitude que eu ia enfrentar.
Toda cidade que visito pela primeira vez, procuro pelos serviços de ônibus panorâmico ou compro um city tour de uma agência para ter noção das distância, definir o que eu quero voltar depois para ter mais detalhes e sentir o clima da cidade (sistema de transporte, áreas que não devo me aproximar sozinha, dicas de restaurantes, o que comem, o que bebem).
No dia da minha chegada, lá fui eu para meu reconhecimento da vizinhança do hotel. Havia escolhido ficar hospedada no bairro de Miraflores. Afinal, nunca havia visto o Oceano Pacífico. Já no caminho do aeroporto para o hotel, pude avistá-lo na autopista à beira mar até Miraflores, mas queria senti-lo. Um penhasco separa o bairro charmoso do mar. A areia fina e branca do litoral brasileiro não existe, no lugar há cascalho, formado por pequenas conchas e pedras. A água gelada acolhe apenas os corajosos surfistas, devidamente vestidos com suas roupas emborrachadas para protegerem-se do frio.
O dia estava nublado, bem fechado, e depois descobri que ao longo do ano, muitos dias são assim, mas chuva, é rara na região. Inclusive, os lindos jardins desse bairro são mantidos a altas taxas cobradas aos moradores para serem regados e estarem sempre floridos.
Fiz minha refeição do dia num dos restaurantes do Larcomar, um shopping construído na encosta do penhasco, na verdade, desce por ela, muito legal. Quase todos os restaurantes tem vista para a imensidão do Pacífico e pude ver fotos expostas do pôr-do-sol observado dessas vidraças, um espetáculo da natureza. Também há a visão de um píer, pequenino dada a distância, mas, na verdade é o restaurante “La Rosa Náutica”, grandioso no visual e em sua construção em estilo inglês.
Abandonada a fome, fui até o Parque Kennedy, à procura de um bar legal para degustar as bebidas locais. Lembrando ainda da minha derrota diante a incapacidade de encarar o brinde de boas vindas do hotel: Pisco Sour. Subi para o quarto com meu copo quase intacto, tentei mais uma vez, mas o destino da bebida foi o ralo da pia, segredo guardado até agora. O Parque Kennedy abriga todas as tribos, desde os engravatados à procura de uma happy-hour até os alternativos do reggae, esbarrando com os turistas como eu.
Num desses bares, pedi minha cerveja, pra não perder o costume, mas logo parti para a Chicha Morada, base de um drinque que pedi. A Chicha Morada é feito com uma variedade de milho de coloração vermelha. Tem gosto adocicado, porém, não mais que a Inca Cola, que conheci no avião. A Inca Cola é um refrigerante amarelo fluorescente com gosto de chiclete.

Ah! Você sabia?
Os peruanos dizem com orgulho que o chiclete vem de uma tradição os povos pré-colombianos de mascar látex extraído de uma árvore, que chamavam de chicle. Esse hábito servia para evitar a sensação de boca seca durante os longos caminhos que percorriam, pois a produção de saliva era incentivada na mastigação.

Pisco Sauer (aquela bebida que não consegui degustar)
Quando estive no Chile, provei da versão local da bebida. Degustei puro, apenas a base do drinque que me ofereceram no Peru. É um tipo de aguardente, destilado, de uva com teor de álcool alto.
O mais interessante é que há a discussão sobre a “nacionalidade” do Pisco: chileno ou peruano? Bom, como sou do do tipo que gosta de cachaça, mas não muito fã de caipirinha. Chileno ou peruano, o que gosto é de pisco. O drinque, dispenso.

Receita: Pisco Sour – Drinque
2 doses de pisco
3 doses de suco de limão
1 colher de chá de açúcar
1/4 de clara de ovo
Gelo

Modo de Preparo
Bater todos os ingredientes em baixa velocidade. Sirva com a espuma.

Receita: Chicha Morada
Ckollie (milho escuro cultivado nos Andes)
Cravo
Canela
Casca de abacaxi
Açúcar
Limão

Modo de Preparo
Reserve o açúcar e o limão. Ferva o milho com água e os demais ingredientes. Coe após a fervura e sirva gelado com açúcar e limão.

No dia seguinte ainda passeei por Miraflores. O Parque do Amor rende lindas fotos. É um lugar multicolorido, com mosaicos de azulejos, como o que vemos nas obras de Gaudí, em Barcelona. Além disso, há a escultura “El beso” de Victor Delfin. Definitivamente, há muito o que ver em Lima.

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