Trem Noturno / Louvre / Torre Eiffel

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Que pesadelo! Tudo que eu não precisava era um grupo de jovens americanos bêbados, vindos da Oktoberfest, dividindo a cabine comigo. E ainda querendo organizar os assentos, com a pretensão de me mover do meu lugar. Não têm idéia da confusão que estão arrumando! Um vespeiro!
Não concordando com a proposta de sair de onde já estava acomodada, seguimos viagem. E tive a felicidade de me ver livre deles em Metz!
Se alguém pensa em incluir trem noturno na programação de viagem, desista! Vai por mim! Nunca senti tanto frio e desconforto em toda minha vida. Se eu estava inteira e bem disposta desde o início da viagem, esse trecho de trem acabou com minha disposição! Ao descer do trem estava com o corpo dolorido e muito cansada. Olheiras e olhos fundos assustadores! Ver a placa Gare de L’Est foi como receber uma benção!
Mesmo “moída”, segui meu caminho até Montparnasse de metrô. Particularmente, acho que andar de metrô em Paris é a melhor opção. Consigo me entender bem com as linhas e chegar rapidamente aos lugares que desejo. Além disso, a bicicleta também pode ser uma ótima opção. Existem pontos para aluguel de bicicletas em muitos lugares, basta um cartão de crédito com chip e sair pedalando.
Cheguei ao hotel por volta de 12 horas. Deixei as malas no bagageiro, lavei o rosto, penteei meu cabelo, peguei meu copão de café na bresserie da esquina e fui à luta.
Primeiro fui a Virgin da Champs-Élysées comprar um cartão de memória para minha máquina e trocar meu ingresso para o Louvre, que havia comprado pela internet. Dei um oi para o Arco do Triunfo com medo que escutassem o barulho do meu estômago pedindo comida. Entrei no McDonalds para meu desejo Viking de comida em quantidade. As comidinhas dos bistrôs não iam dar nem pro começo. Depois de matar a fome, ainda passei numa padaria para meus (plural) macarrones. Amo esse negócio! Agora sim posso ir ao Louvre.
É preciso ter foco para visitar o Louvre, pois é enorme. Meu interesse dessa vez foi a área de pinturas italianas, pois nas aulas que tive durante essa viagem sobre Arte, muito freqüentemente, vinha o comentário da professora “obra exposta no Museu do Louvre”. Então, tinha que ir lá conferir. Nessa parte do museu também está a Monalisa. Como sempre, uma multidão de orientais com suas câmeras “pirotécnicas” se amontoavam em frente ao quadro.
Dalí, fui cumprimentar a Vênus de Milo, a Coroação de Napoleão I, os aposentos de Napoleão III até me deter mais tempo na parte que mais gosto do Louvre que é a Egípcia. Estátua gigante de Ramesses II, sarcófagos, o Livro dos Mortos, uma infinidade de itens que gosto demais ver e aprender.
Saí do museu, caminhei pelo exterior, fiz umas fotos e caminhei até o Museu d’Orsay, mas passava das 17 horas e já havia passado. Ali em frente mesmo peguei metrô e fui pra ver a Torre Eiffel.
Minha intenção era subir na Torre para ver o pôr-do-sol e a cidade se iluminar artificialmente. Afinal, estou na Cidade Luz.
Intenção que virou realidade! E ainda brindando champanhe com os outros turistas. Enquanto estava lá a Torre se iluminou e fez seu show. É impressionante a quantidade de flashes direcionados lá de baixo para a gigante charmosa de aço. Ao descer, também fui um desses flashes.
Lá em cima comi o misto-quente mais cheio de queijo que já vi. Além do recheio, que também contava com presunto, ainda era gratinado. A lojinha era impossível comprar qualquer coisa: lotada e nada que não se encontrasse em outros lugares da cidade.
Desci para tirar mais fotos e aguardar hora inteira para que a Torre fizesse seu show, piscando como brilhante sob a luz. Fiz essa espera acompanhada por um casal muito agradável de São Paulo. Estavam em seu último dia na cidade depois de um cruzeiro.
Cheguei ao hotel por volta de 22 horas. Enfim, banho, roupa limpa e cama confortável. Para completar, ao ligar a tv o que estava passando? “Se Beber, não Case”! E o melhor, em uma língua familiar! Não preciso mais só ligar a tv na CNN por não entender uma palavra em alemão nos outros canais.
Amanhã o dia vai ser longo novamente, vou a Normandia. Vou ao Mont Saint Michel.

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