Verona: Casa Julieta. Deixei minha cartinha!

Padrão

Ao chegar em Verona, caía uma chuva significativa. Que triste! Mas “senza paura”, peguei um taxi e pedi para o motorista me deixar na Piazza Bra. Saquei minha sombrinha-da-China-mais-cara-do-planeta (que comprei em Pompéia, lembram?) e ao saltar do taxi já vi uma plaquinha indicando a Casa de Julieta. Lá fui eu pelas calçadas escorregadias, com a bela Arena di Verona ao fundo.
Ao final da rua, olhei para o lado direito e nem precisei pensar muito se ali era ou não o caminho certo, com uma confusão enorme de guardas-chuva coloridos e amontoados em um único ponto.
Fechei a minha sombrinha, fui passando pelo labirinto de turistas e voilà!
Para quem tinha passado pelo lupanário de Pompéia, com suas câmaras de especialidades sexuais explícitas, símbolos fálicos pelas ruas, a genitália masculina como talismã, cheguei no outro extremo: o amor verdadeiro e impossível, levado a uma tragédia que atravessa os tempos. Lá estava na minha frente a representação do famoso balcão, a estátua de Julieta, portões repletos de cadeados que representam o elo de amor entre os casais e as caixas de correio transbordando de cartinhas a serem respondidas pelas “ajudantes de Julieta”.
Confesso que achei de extremo mau gosto a tradição de passar a mão no seio direito da estátua de Julieta para ter sorte. E ainda mais ridícula a situação dos turistas fazerem fila para foto nessa pose. Mas fazer o que?! Passei por todos e entrei na Casa. Com bilhete na mão, tive acesso ao balcão, a reprodução do quarto que serviu de cenário no filme de Franco Zeffirelli e as roupas usadas por Romeu e Julieta no filme. A imagem dos atores desse filme, exatamente com aquelas roupas, sempre me vem a cabeça quando imagino esse casal, não tem jeito. Além disso, na casa havia exposição de afrescos, cerâmicas, pinturas, postais, cartazes de filmes e peças montadas que tiveram a história dos amantes de Verona como tema.
Em outro andar da casa havia uma sala interativa, com telas em que se podia ler detalhes sobre a história de Romeu e Julieta, da cidade, como se orientar pela cidade e, a tela mais legal, podia-se escrever uma “cartinha digital” para Julieta (email é um termo nada romântico, prefiro cartinha digital!). É claro que escrevi a minha, além de deixar uma em papel numa das caixinhas disponíveis.
Ao sair da casa, tirei mais fotos e passei nas lojinhas de souvenir. Ganhei uma canetinha para escrever no muro. A senhora da loja era muito agradável e fez cara de indignada quando respondi a ela que estava viajando sozinha e que não tinha namorado. Mas mudou a expressão quando disse que tinha deixado minha cartinha para Julieta analisar minha situação! Realmente essa visita foi muito divertida para mim, por poder brincar com a imaginação e o romantismo dentro de nós que nunca vai morrer.

20120921-231703.jpg

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s