Basílica de São Pedro, Necrópole e Cúpula / Fontana di Trevi / Pantheon

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Depois das andanças de ontem, resolvi dormir mais um pouco e não ter muita pressa. Só tinha compromisso às 14:45 no Vaticano: visita ao subterrâneo da Basílica de São Pedro para ver escavações e as evidências da localização do túmulo de São Pedro.
Saí por volta de 11 horas do hotel e fui caminhando até o Altar da Pátria. Explorei toda região e tirei muitas fotos na área da fundação de Roma. Dalí me mandei para o Vaticano, temendo perder a hora.
Ao chegar ao Vaticano, fui tomar informações com a mesma moça simpática do balcão de ajuda aos visitantes. Foi bem fácil de achar o portão que deveria me apresentar. Era exatamente do lado oposto da Praça de São Pedro onde se forma a gigantesca fila para visitar a Basílica. Passei por uma revista e depois fui orientada pela Guarda do Vaticano, com seu uniforme inconfundível, como faria para chegar ao escritório das escavações. Fui a primeira do grupo a chegar. Depois, curiosamente, todos os outros brasileiros. Escolhi a visita no idioma português e não havia um único português, apenas brasileiros, que ficaram sabendo da opção dessa visita por sites como Viaje na Viagem.
Uma guia brasileira chegou pontualmente para nos receber. A visita foi mais uma aula de História. Aprendemos in loco como surgiu o Estado do Vaticano, a Basílica, a aceitação do Cristianismo pelo governo romano, o início das escavações mais recentes em busca do túmulo de São Pedro, suas evidências, entre outras particularidades. O percurso para atingir o subsolo e retorno até a Basílica durou 2 horas aproximadamente. Além de toda informação que recebemos, outra vantagem dessa visita é que não precisamos enfrentar a fila normal. Terminamos o tour dentro da Basílica.
Ao entrar, já me disparou o coração ao ver a Pietà de Michelangelo. Logo ao lado está o túmulo do Papa João Paulo II. Fiz uma oração e continuei a visita. Ao chegar pertinho do altar-mor, não consegui segurar as lágrimas. Depois disso, fui visitar a Cúpula da Basílica. Foram os €7 mais bem empregados da história! Não consigo acreditar que por uma diferença de €2, um pão duro abra mão do elevador para subir toda a escadaria. Mesmo ajudada pelo elevador, a dificuldade para subir o restante das escadas foi grande. Alguns trechos eram muito estreitos e em caracol. Acredito piamente que quem tem labirinite ou problemas de coração não consegue completar o percurso sem passar mal. Porém, depois de toda dificuldade, a vista privilegiada da cidade compensou. Na descida, conheci 2 brasileiras, mãe e filha, que moram em Florença. Conversamos bastante depois da descida e devo encontrá-las quando eu chegar em Florença.
Tanto depois de vencer a subida quanto na descida, minha garrafinha de água foi fundamental. Quem pretende viajar pra cá, deve se lembrar de ter uma sempre à mão e esta pode ser reabastecida numa das inúmeras fontes de água potável espalhadas pela cidade. Ao atingir o mesmo patamar da Basílica depois da visita a necrópole, havia uma dessas fontes e enchi minha garrafa!
Quando saía da Basílica, por coincidência, eram 18 horas. Sino da Basílica e troca da Guarda ao vivo a poucos metros de mim. Depois disso, me dirigi ao metrô e saltei na estação Barberini. Em poucos minutos, já ouvia o barulho de água corrente ao final de uma rua apertada e cheia de turistas. Ao final dessa rua descortinou-se um largo e lá estava ela: a Fontana di Trevi! Que maravilha! Confesso que imaginava uma Piazza com mais espaço ao redor dela, mas isso não abalou nem um pouco minha admiração. Claro que haviam muuuitos turistas, porém, não tive dificuldade para admirar por todos os ângulos, tirar fotos e jogar minha moedinha.
Moedinha no fundo da Fontana, rumo ao Pantheon! É pertinho dali. Quem é marinheiro de primeira viagem como eu pode se sentir perdido como me senti no caminho, pois as ruas são bastante estreitas. Apenas segui em frente “senza paura” e logo dei de cara com outro largo. Lá estava ele! Ainda deu tempo de entrar. Fotos, um giro pela Piazza e tratei de arranjar um restaurante. Que fome! Não é muito difícil encontrar boas opções. Tem desde as mais elaboradas e caras até fast-foods como Subway. Não perdi a oportunidade e me sentei em um charmoso “ristorante”, numa daquelas mesinhas de rua de pedestres. Comi um delicioso ravioli de ricota, pra variar, uma birra e de sobremesa tiramissu. Gastei €20 e ainda tive o prazer de ouvir um tradicional musico de rua cantando clássicos da música italiana! Nesse clima, ganhei uma flor que um rapaz sentado em outra mesa com amigos me mandou entregar.
Cartão e flor guardados, fome extinta, voltei ao Pantheon para tirar umas fotos noturnas. Voltei também a Fontana di Trevi. Na empolgação, caminhei até o Altar da Pátria, Coliseu, Arco de Constantino, Palatino, Fórum Romano, muitas fotos de todos esses locais iluminados. Quando me dei conta, 23 horas! Ainda me restaram forças para ir caminhando até o hotel e escrever todo esse post! Boa noite, folks! Até amanhã!

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