Pompéia

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13/09/12
Acordei às 8 horas para ir a Pompéia e tive uma surpresa: um temporal. Ao abrir a janela do meu quarto, não pude acreditar que chovia tanto justo no dia que eu programei subir no Vesúvio! Me arrumei e fui tomar café, na esperança que a chuva diminuísse, mas sem sucesso. Voltei ao meu quarto e esperei até pouco mais das 10 da manhã. Peguei o trem de 10:43.
Na estação, como vi no blog de Ricardo Freire, Viaje na Viagem, procurei a linha Circumvesuviana, na estação Garibaldi, a “Fermata” é bem sinalizada e não tive dificuldade. Trinta e cinco minutos depois, estava na estação Pompei Scavi – Villa dei Misteri, com chuva forte. Por causa da chuva, as excursões para o Vesúvio estavam suspensas. O vulcão estava encoberto. Pra mim foi como ir ao Rio de Janeiro e não ver o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar devido a nebulosidade. Mas ainda guardava um fio de esperança. Essa chuva também me fez comprar a sombrinha Made in China mais cara de todos os tempos,€ 8. E ainda tinha gente que estava se achando esperta em comprar capa de chuva de plástico fino por € 5.
Antes de entrar, aluguei um Audioguia por €6,50. Na fila do ingresso para entrar no parque de escavações, perguntei a um guia quanto custava o serviço, €12 por pessoa! Isso se eu conseguisse juntar um grupo. Como era muita ginástica para mim e estava ansiosa para entrar, segui minha jornada com chuva intensa e minha sombrinha de ouro.
No início estava bastante atrapalhada para segurar guarda-chuva, mapa, Audioguia e câmera, então decidi andar pelas ruas mais largas e observar as indicações das placas. Deu certo. Descobri locais incríveis, todos fotografados sem pressa, pois me sobrava tempo por não ter podido ir ao Vesúvio. Do meio até o final de minha visita a chuva parou. Assim, pude voltar a alguns lugares que estavam lotados com emaranhados de guarda-chuvas e achar o raio do Lupanario (o bordel). Nessa missão, um senhor que trabalhava no restauro da Casa de Adriana me ajudou. Eu já havia estado na rua do local que estava procurando, mas como estava chovendo muito, não subi toda extensão dela. Na porta do Lupanario, uma fila incrível de turistas guiados. Como estava por minha conta, fui passando de fininho e entrei na casa, os guias, nas mais variadas línguas, explicavam tudo que eu já havia ouvido na gravação do meu aparelhinho. Dentro da casa existiam várias câmaras com uma pintura sobre a porta de cada uma informando e “especialidade” da prostituta. Tirei foto de tudo, sem a interrupção dos grupos que ainda estavam do lado de fora ouvindo os guias. Ao sair, passei por uma rua com um símbolo fálico numa parede, era a sinalização que era ali ou estava perto de um prostíbulo.
Tudo me encantou nessa cidade, as termas, as casas, os utensílios domésticos, a organização das áreas, os templos, os mosaicos nos pisos e paredes, as pinturas que resistiram tão nítidas, as fontes, as peças em mármore, as tumbas, as ruas totalmente calçadas. Eu ficava imaginando as pessoas vivendo ali e seus últimos momentos de vida ao ver os corpos endurecidos pelas cinzas, com diferentes reações estampadas nos rostos. Foi uma experiência única.
Já no meio da tarde, voltei a Nápoles. Acabaram minhas andanças? Claro que não! Na mesma estação (Garibaldi) peguei metrô da Linha 1 e fui ao Museu Arqueológico de Nápoles para ver os itens que foram retirados de Pompéia. São muitos itens, das maus diversas sortes.
Depois do Museu, hotel. Arrumar já a mala para voltar a Roma.

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